Quatro escolas abrem desfiles do Grupo Especial na Sapucaí

  • 16/02/2026
(Foto: Reprodução)
Quatro escolas se apresentaram na primeira noite de desfiles do grupo Especial, na Sapucai A primeira noite de desfiles celebrou a cultura do Rio Grande do Sul e do Amapá, e também homenageou personalidades brasileiras. Mangueira, Portela, Imperatriz Leopoldinense e a estreante Acadêmicos de Niterói se apresentaram na Sapucaí. Acadêmicos de Niterói Acadêmicos de Niterói Jornal Nacional/ Reprodução A estreante no Grupo Especial levou para a avenida uma homenagem ao presidente Lula. Antes de entrar na Sapucaí, o desfile da Acadêmicos de Niterói já tinha sido alvo de pelo menos dez ações na Justiça e no Tribunal de Contas da União. Partidos e parlamentares da oposição alegaram se tratar de propaganda eleitoral antecipada do presidente Lula. Na última quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral negou a liminar que pedia a proibição do desfile. Mas os ministros do TSE alertaram que condutas na avenida poderiam configurar crime eleitoral. Depois desse alerta, o governo federal recomendou às autoridades que evitassem qualquer manifestação que caracterizasse propaganda eleitoral. Na comissão de frente, atores e bailarinos representaram personagens da política brasileira: o ministro Alexandre de Moraes, os ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro - em uma interpretação da escola para as últimas sucessões presidenciais – e encenaram a última posse de Lula, em 2023, ao lado de integrantes da sociedade civil. A escola contou a história do presidente Lula desde a infância no Nordeste, na cidade de Garanhuns, região onde a vegetação exuberante convive com a escassez do sertão. “Eu vou fazer a melhor dança possível para representar bem o nosso pavilhão, a nossa escola”, diz o mestre-sala Emanuel Lima. O carro abre-alas da escola tem 70 m de comprimento e representa o agreste de Pernambuco. Em cima, vão 120 pessoas fazendo coreografias – uma alegoria humana. Depois, veio a migração para a cidade de São Paulo, o emprego como metalúrgico e a liderança sindical. Até chegar à Presidência da República. O presidente Lula estava na Sapucaí e desceu do camarote para cumprimentar o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Ao longo da noite, repetiu o gesto com integrantes das outras escolas. O enredo trouxe interpretações sobre momentos recentes da história do Brasil e criticou a política social do governo de Jair Bolsonaro e a forma como ele enfrentou a pandemia. Um dos carros fez referência à prisão do ex-presidente Bolsonaro. Diferentes representações da bandeira nacional, criadas por vários artistas, encerraram o desfile. Imperatriz Leopoldinense Imperatriz Leopoldinense Jornal Nacional/ Reprodução A Imperatriz entrou como um camaleão na avenida. Coloriu a Sapucaí com as cores da liberdade para celebrar um artista de mil faces: Ney Matogrosso. A comissão de frente apresentou o Ney camaleônico, que se transforma diante dos olhos do público. Os truques de ilusionismo levantaram as arquibancadas. "Foram anos de dedicação e estudo, meses, para representar esse grande artista popular brasileiro", diz o bailarino Cristian Oliveira. O enredo nos levou a uma viagem musical pela Sapucaí: do grupo Secos e Molhados aos sucessos da carreira solo de Ney Matogrosso. Um lobisomem de 20 m de altura relembrou um dos maiores sucessos do artista: “O Vira”. Ainda na concentração, Ney Matogrosso esperava a hora de entrar em cena. Repórter: Emocionado? Ney Matogrosso, cantor: Normal. Repórter: Tranquilo? Ney Matogrosso: Pode ser que daqui a pouco mude. Resposta digna de um camaleão. Chegou a hora do grande homenageado do desfile entrar na Sapucaí. Ney Matogrosso veio no último carro da escola. Um novo palco para um artista que não para de se transformar. Portela Portela Jornal Nacional/ Reprodução Um voo em plena avenida surpreendeu o público. A Portela usou um superdrone para fazer o Negrinho do Pastoreio, personagem de uma lenda do folclore gaúcho, flutuar na Sapucaí. A história do menino negro escravizado e maltratado pelo senhor é o ponto de partida do enredo. A águia da Portela iluminou a Sapucaí para jogar luz sobre uma história pouco conhecida e falar da importância da cultura e da religião negras no Rio Grande do Sul. A escola resgatou a história do príncipe Custódio, homem negro que saiu do Benim, na África, foi para o Rio Grande do Sul e ajudou a difundir o batuque. Um dos carros representou o Mercado Público de Porto Alegre, território sagrado onde a fé de matriz africana se manifesta abertamente. A última alegoria, que levava a velha guarda, demorou para entrar na avenida. Um clarão se formou e prejudicou a evolução da escola. Mas a Portela terminou no tempo, e a força da herança negra no Rio Grande do Sul emocionou. “Não é só o enredo, ele entra na alma, passa pelo nosso sangue. A gente vai viver mais. Não tem como ouvir e não dançar”, afirma Stephanie da Silva Vitorino, bailarina da comissão de frente. Mangueira Mangueira Jornal Nacional/ Reprodução E lá vem a Estação Primeira do Amapá. A Mangueira fez uma ponte com o extremo Norte do país e mostrou na avenida a história e o legado de Mestre Sacaca – curandeiro e guardião das tradições da Amazônia negra e indígena. A Mangueira levou a Amazônia para a Sapucaí, com muitas cores, água e também com sons da floresta. Pertinho do carro alegórico, se consegue ouvir o canto dos pássaros. Canoas navegam em rios que se movem como serpentes. Era da floresta que Mestre Sacaca tira a sua sabedoria. Fazia as célebres garrafadas que curavam de todos os males. A bateria da verde e rosa também ganhou uma sonoridade amazônica. Pode até parecer um tambor comum, mas o instrumento típico do Amapá é o marabaixo. Quem toca são os netos do Mestre Sacaca. A bateria da Mangueira fez o som dos marabaixos e da floresta ecoar por toda a Sapucaí. Marquês de Sapucaí Jornal Nacional/ Reprodução LEIA TAMBÉM Imperatriz e Mangueira são destaques no 1º dia do Grupo Especial do carnaval do Rio Superzoom mostra detalhes de desfiles do primeiro dia da Sapucaí 'Dá uma segurada', 'vai prejudicar a evolução', 'preciso de comando': como na F1, rádio ajuda escolas na Sapucaí e revela tensão de desfiles

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/02/16/quatro-escolas-abrem-desfiles-do-grupo-especial-na-sapucai.ghtml


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